Muitos autores modernos dão preferência aos aspectos de maior importância , deixando de lado o problema de divisão da Economia para segundo plano. Cada autor desenvolve a matéria conforme seus critérios, dando maior preferência por determinados aspectos, deixando de fora os esclarecimentos básicos, necessários para que possamos entender melhor a economia. Vamos começar o estudo desta ciência pelas suas bases, seus conceitos, sua terminologia, entre outros.
(1773 - 1836) - James Mill, economista inglês sugeriu em 1821 a divisão da Economia em quatro partes sendo: Produção, Repartição, circulação e consumo. Essa divisão foi seguida por muito tempo, até que surgiu estudo mais desenvolvido de alguns pontos da Economia. Essa divisão quadripartida ainda é defendida na atualidade por muitos economistas. Um autor norte-americano, comentando o estado e a deficiência da Economia contemporânea afirmou: "Muitos economistas ainda sustentam, hoje, que a Economia é simplesmente uma série de técnicas analíticas aplicáveis a certos aspectos da produção, distribuição, troca e consumo".
(1768 - 1832) - Jean-Baptiste Say economista francês, opina que a divisão clássica é apenas de três capítulos que são: produção, Repartição (na qual incluem a Circulação) e Consumo. A divergência entre os autores atinge outros aspectos da questão, que são dois: quanto à denominação dos capítulos, e quanto à localização dos capítulos. Quanto à denominação dos capítulos, notamos as seguintes divergências: alguns autores denominam o segundo capítulo de Repartição, enquanto outros o chamam Distribuição. Atualmente, a matéria relacionada com a Repartição ou Distribuição é desenvolvida sob a denominação mais extensa: Distribuição da Renda Nacional ou Social. Outros autores entendem que o terceiro capítulo deve denominar-se Circulação ou Troca. A segunda divergência diz respeito à localização dos capítulos. Alguns autores afirmam que o segundo capítulo deve ser a Circulação e o terceiro a Repartição.
A Economia deve ser considerada unitária, o seu estudo foi desenvolvido em capítulos, para facilitar o seu entendimento, sem o que não se entenderá o todo. É o caminho lógico, da análise para a síntese
A divisão moderna, divide a Economia em três fases que são: 1º Teoria Econômica; 2º Estatística Econômica; 3ºEconomia Aplicada ou Descritiva.
A Teoria Econômica é um conjunto de conhecimentos relacionados com os fatos econômicos e a sua realidade. O conhecimento da realidade (Economia positiva) estabelece as normas (Economia Normativa) da Política Econômica de um país. Os fatos ou fenômenos econômicos podem ser observados de dois ângulos diferentes, por esse motivo que a teoria Econômica a qual se classifica em Microeconomia e Macroeconomia.
Microeconomia estuda as atividades econômicas do indivíduo ou empresa, que estuda a teoria da empresa, da produção entre outras.
Macroeconomia estuda a atividade econômica global de todos os indivíduos e empresas, compreendendo os estudos dos agregados econômicos (a renda nacional, o consumo, a poupança e os investimentos globais) e da teoria geral do equilíbrio e do desenvolvimento econômico. Entende-se por agregados macroeconômicos as medidas- síntese (ou valor-síntese) do resultado da atividade global do sistema econômico (ou da economia como um todo). Normalmente os agregados macroeconômicos, são apresentados pelos valores brutos, por serem mais fáceis e práticos os cálculos de apurações. Nem mesmo nos países mais adiantados os agregados são apresentados em valores líquidos.
A Estatística Econômica é vista como manipulação dos dados econômicos, normalmente expressos em números, divide-se em duas fases: 1º coleta, seleciona e examina os dados econômicos, ou seja, das quantidades ou elementos conhecidos para a formação de um juízo; 2º preparo complementar por estimativas, de vez que muitos dados e informações não foram obtidos satisfatoriamente, por ocasião da coleta.
A Economia Aplicada ou Descritiva, faz parte da Economia Positiva, a qual estuda os exemplos de fatos e fenômenos contemporâneos, também a história econômica atual, a qual esclarecem as perguntas formuladas pelos economistas, enriquecendo os conhecimentos que constituem a Teoria Econômica.